No período de 28 de junho a 04 de julho de 2026, as transformações no ecossistema da ficção seriada e da distribuição audiovisual destacaram novas disputas por audiência entre a TV aberta e as plataformas digitais. Na teledramaturgia tradicional, a Globo optou por encerrar Coração Acelerado no início de agosto, enquanto aprovou a sinopse da primeira novela de Tatá Werneck (voltada à faixa das 23h) e uma nova série de Licia Manzo sobre violência contra a mulher. No SBT, o planejamento de retorno à teledramaturgia em 2027 passou pela avaliação de romances de época de Iris Abravanel, em contraste com a Band, onde a exibição de Dona Beja (produzida pela HBO Max) registrou baixos índices de audiência. Paralelamente, a cobertura esportiva da Copa do Mundo intensificou a rivalidade de formatos, evidenciando o alcance da CazéTV (100 milhões de dispositivos únicos) frente às transmissões da Globo e à recuperação do share do SBT.
No streaming, estudos apontaram uma expansão de 73% nas adaptações de romances impulsionadas pelo BookTok em detrimento dos realities de namoro, enquanto o Disney+ anunciou reajustes tarifários e o Globoplay lançou produções verticais (Onde está a boiadeira?, com Ana Castela) e a série regional Brega Story. No campo institucional e de infraestrutura, dados setoriais revelaram mudanças de hábitos em 33,4 milhões de lares com streaming e a televisão consolidada como a principal tela doméstica de acesso à internet, ao passo que o Ministério das Comunicações avançou nas diretrizes da TV 3.0 e nos programas de preservação audiovisual com o lançamento do aplicativo da plataforma pública Tela Brasil.
Este projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq / MCTI) por meio da Chamada Universal nº 44/2024 (Processo: 421093/2025-0), desenvolvido no âmbito do Observatório do Melodrama Brasileiro no Streaming e suas Transformações pelo laboratório Narrativas & Consumo (PUC-Rio) em parceria com o Grupo GELiDis (ECA-USP).
