No período de 10 a 16 de maio de 2026, as movimentações no setor audiovisual e nas plataformas de streaming abrangeram disputas judiciais de alcance global, estratégias de elenco e produção na ficção seriada nacional, além da consolidação de formatos narrativos emergentes. No campo da teledramaturgia, o Globoplay garantiu o retorno de Marina Ruy Barbosa à Globo após dois anos para protagonizar Paraíso Perdido, adaptação baseada no universo de Nelson Rodrigues e principal aposta da plataforma para 2027. Na televisão aberta, o encerramento de Três Graças evidenciou o protagonismo e o engajamento de casais secundários nas redes sociais, enquanto as atenções se voltaram para a estreia do folhetim Quem Ama Cuida. Ao mesmo tempo, a ficção vertical avançou no mercado brasileiro com o lançamento da primeira novela nacional pela produtora PlayAction na plataforma ReelShort.

No ecossistema internacional de plataformas, a Netflix esteve no centro de debates regulatórios e judiciais contrastantes: obteve vitória na Justiça brasileira (TJ-MG), que validou a cobrança pelo compartilhamento de senhas, mas passou a enfrentar um processo movido pelo estado do Texas (EUA) por suposta coleta ilegal de dados de menores e emprego de mecanismos de interface viciantes (dark patterns). Em seu upfront global, a empresa defendeu ter injetado mais de US$ 325 bilhões na economia mundial nos últimos dez anos e anunciou novidades em inventário, mensuração e inteligência artificial para o plano com publicidade. Já nas políticas públicas e circulação do audiovisual, delegações brasileiras — incluindo a TV Globo e o Ministério da Cultura — apresentaram projetos e novas estratégias institucionais no Festival de Cannes, ao passo que entidades de classe se mobilizaram no Senado pela votação de tratados internacionais e reagiram a propostas no Congresso sobre direitos autorais no marco regulatório de inteligência artificial.

Este projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq / MCTI) por meio da Chamada Universal nº 44/2024 (Processo: 421093/2025-0), desenvolvido no âmbito do Observatório do Melodrama Brasileiro no Streaming e suas Transformações pelo laboratório Narrativas & Consumo (PUC-Rio) em parceria com o Grupo GELiDis (ECA-USP).