No período de 19 a 25 de abril de 2026, as transformações no ecossistema audiovisual e no mercado de entretenimento foram impulsionadas por grandes negócios internacionais, disputas judiciais em torno de plataformas digitais e reformulações na TV aberta. No âmbito corporativo global, acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a fusão de mais de US$ 111 bilhões (cerca de R$ 540 bilhões) com a Paramount Skydance após a desistência da Netflix, embora a operação enfrente forte resistência de entidades criativas de Hollywood e ainda dependa do crivo de órgãos reguladores internacionais. Paralelamente, a Justiça de São Paulo condenou site suspeito de manipular dados de audiência no streaming, enquanto o TikTok enfrentou denúncias de violação ao ECA Digital pela exibição de conteúdos impróprios em perfis de menores e a Netflix registrou sucesso global com o documentário sobre Ronaldinho Gaúcho.
Na televisão linear e na concorrência de realities, a Record e o Disney+ articularam o lançamento de A Casa do Patrão, projeto de confinamento concebido por Boninho com dinâmica inspirada na narrativa de novelas e patrocínios fechados com marcas como Assaí e PicPay, enquanto o diretor já projeta um novo formato de casais para o Prime Video. Na TV Globo, a vitória de Ana Paula Renault encerrou o BBB 26 com a segunda pior média histórica de audiência na final, levando a emissora a anunciar novidades de grade: o esticamento de Coração Acelerado nas 19h até o fim de agosto, a exibição de Justiça 2 na TV aberta durante a Copa do Mundo e a estreia do humorístico E.T: Edu e Tata no Multishow. A teledramaturgia diária também registrou a exibição histórica do casamento entre Juquinha e Lorena na reta final de Três Graças, além da estreia da superprodução Guerreiros do Sol e novos debates sobre o encurtamento narrativo e a atuação em novelas verticais.
Este projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq / MCTI) por meio da Chamada Universal nº 44/2024 (Processo: 421093/2025-0), desenvolvido no âmbito do Observatório do Melodrama Brasileiro no Streaming e suas Transformações pelo laboratório Narrativas & Consumo (PUC-Rio) em parceria com o Grupo GELiDis (ECA-USP).
